23/02/2026 | 19:40
Estudo do Samae revela que 40% do lixo enviado ao aterro em São Bento do Sul poderia ser reciclado
Análise de gravimetria realizada em 2026 mostra que quase metade dos resíduos descartados como "lixo comum" tem valor comercial e potencial de reaproveitamento.
PMSBS

Um levantamento técnico detalhado, realizado pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de São Bento do Sul, acendeu um alerta sobre os hábitos de descarte da população. O estudo de gravimetria — que analisa a composição do lixo — confirmou que 40% de tudo o que é jogado fora na cidade é composto por materiais recicláveis que deveriam ter outro destino.

O Raio-X do lixo em São Bento do Sul

O estudo pesou e separou os resíduos de diversos bairros para entender o que o cidadão são-bentense coloca na lixeira. Confira os números:

  • Matéria Orgânica: 35% (Restos de comida que poderiam virar adubo via compostagem).

  • Plásticos: 29,8% (O principal reciclável descartado incorretamente).

  • Papel e Papelão: 14%.

  • Resíduos Têxteis: 9,7%.

  • Vidro: 5%.

  • Metais: 2,7%.

  • Outros: 3%.

Dinheiro jogado fora e aterros sobrecarregados

De acordo com o Samae, o fato de 40% do lixo ser reciclável e 35% ser orgânico mostra que apenas 25% do que produzimos hoje é, de fato, rejeito (lixo que não serve para nada).

Quando o reciclável é misturado ao lixo comum, ele perde o valor, reduz a vida útil do aterro sanitário e aumenta os custos de transporte e manutenção pagos pelo próprio município.

Como mudar esse cenário?

A autarquia reforça que a infraestrutura de coleta seletiva existe, mas depende da colaboração doméstica. As orientações são claras:

  1. Separação Rígida: Ter um recipiente apenas para secos (papel, plástico, metal, vidro) e outro para úmidos (restos de comida).

  2. Limpeza Rápida: Passar uma água nas embalagens de plástico ou vidro evita que o resíduo orgânico contamine o material reciclável.

  3. Compostagem: Quando possível, destinar cascas de frutas e legumes para compostagem doméstica.

O objetivo do Samae com a divulgação destes dados de 2026 é fomentar políticas públicas mais agressivas de conscientização e otimizar as rotas de coleta seletiva, visando uma cidade mais sustentável e econômica.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS