30/03/2026 | 08:42
Falso Filho: Mulher de 60 anos perde R$ 3 mil em golpe de WhatsApp em Mafra
Foto: Ilustrativa / Freepik
Um pedido de ajuda que parecia vir de um familiar terminou em prejuízo financeiro na noite deste sábado (28), em Mafra. Uma idosa foi vítima do chamado "golpe do novo número", perdendo R$ 3 mil após acreditar que estava auxiliando o próprio filho em uma emergência.

O Golpe

A ocorrência foi registrada por volta das 20h30, na Avenida Coronel José Severiano Maia. Segundo o relato da vítima à Polícia Militar, os estelionatários entraram em contato via WhatsApp simulando ser seu filho.

A abordagem seguiu um roteiro comum nesse tipo de crime:

  1. O primeiro pedido: Os criminosos solicitaram inicialmente a quantia de R$ 1,5 mil.

  2. A insistência: Pouco tempo depois, uma nova mensagem pedia outros R$ 1,5 mil.

Acreditando na veracidade das mensagens, a mulher deslocou-se até sua agência bancária e efetuou as transferências, totalizando R$ 3 mil para a conta indicada pelos golpistas.

A Descoberta

A ficha só caiu horas mais tarde, quando a mulher conseguiu conversar pessoalmente ou por outro meio com o filho real. Ao questioná-lo sobre o dinheiro, ele confirmou que jamais havia feito tais solicitações.

Ação Policial: A Polícia Militar registrou o Boletim de Ocorrência por estelionato e orientou a vítima a procurar imediatamente o gerente de sua agência bancária para tentar o bloqueio ou a reversão da transação (Mecanismo Especial de Devolução - MED).


Como se prevenir?

Casos como este têm se tornado frequentes na região. As autoridades reforçam dicas de segurança para evitar cair em fraudes similares:

  • Confirme por ligação: Se um parente pedir dinheiro por um número novo, tente ligar para o número antigo ou faça uma chamada de vídeo para confirmar a identidade.

  • Desconfie de urgência: Golpistas sempre apelam para o senso de "emergência" para impedir que a vítima pense com clareza.

  • Verifique a conta de destino: Note se o nome do favorecido na transferência é realmente o do seu familiar. Geralmente, os valores vão para contas de "laranjas" em outros estados.

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