01/06/2026 | 08:59 | Seplan | ASCOM
Mercado de trabalho catarinense gera mais de 63 mil novas vagas formais de emprego no primeiro trimestre de 2026
Maurício Vieira / Arquivo / Secom GOVSC

O mercado de trabalho formal em Santa Catarina segue demonstrando forte dinamismo econômico e consolidou a criação de 63.006 novas vagas de emprego com carteira assinada nos primeiros quatro meses de 2026. Os dados, provenientes do Novo Cadastro de Empregados e Desempregados (Novo Caged) relativos ao mês de abril, foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e detalhadamente avaliados pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).

Com esse resultado acumulado no primeiro quadrimestre, o território catarinense manteve-se firmemente posicionado entre as unidades da federação com os melhores saldos de postos de trabalho em todo o país, ficando atrás somente de potências econômicas como São Paulo e Minas Gerais. O saldo positivo reflete diretamente a diferença favorável entre o volume total de admissões e o número de desligamentos contabilizados ao longo do período.

No recorte isolado do mês de abril, o estado registrou a abertura de 3.510 novos postos de trabalho formais. Esse incremento representou um crescimento real do emprego na ordem de 0,13%, um desempenho significativamente superior à média registrada na região Sul do Brasil para o mesmo mês, que fixou-se em 0,05%.

O Secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, ressaltou o impacto direto desses índices na estrutura socioeconômica regional, pontuando que o emprego garante previsibilidade financeira às famílias, fixa os jovens em suas regiões e expande as perspectivas de futuro. O chefe da pasta enfatizou que o ritmo acelerado de contratações se reflete positivamente em outros indicadores de qualidade de vida do estado, que hoje ostenta a menor taxa de desemprego e a menor desigualdade de renda do país, além de figurar entre os estados com maior longevidade e ocupar o posto de segunda unidade federativa mais competitiva do Brasil.

O desempenho expressivo foi impulsionado, principalmente, pelas atividades dos setores de Serviços e da Indústria, que lideraram as ofertas de oportunidades tanto no acumulado do ano quanto no balanço de abril. No intervalo de janeiro a abril, o setor de Serviços apresentou um saldo acumulado de 25 mil novas vagas, seguido de perto pela Indústria, que registrou a abertura de 24 mil postos. No comportamento isolado de abril, os dois setores mantiveram a dianteira com saldos de 2.136 e 1.612 novos empregos, respectivamente.

Dentro do ambiente industrial, a grande força motriz do mercado de trabalho foi a Indústria de Transformação. Nesse segmento, as contratações foram fortemente alavancadas pelo subsetor de Fabricação de Produtos Alimentícios, responsável pela criação de 4.597 novos postos de trabalho formais. Já no setor de Serviços, o grande destaque ficou por conta do segmento que abrange Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, que encerrou o período com um saldo expressivo de 13.594 novos empregos com carteira assinada.

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