A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo da medida, que já foi comunicada à Polícia Federal, é garantir que o jovem permaneça no Brasil durante o desenrolar do processo. O Ministério Público (MPSC) já se manifestou favorável ao pedido.
Divergências na Investigação Apesar do avanço no pedido de retenção do documento, há divergências entre os órgãos. Enquanto a Polícia Civil defende que já existe base legal para a internação do adolescente, o Ministério Público requisitou diligências complementares. Segundo o MP, as promotorias da Infância e Juventude e a Criminal identificaram lacunas na reconstrução dos fatos e buscam maior precisão sobre a participação de outros envolvidos.
Possível Coação de Testemunhas A investigação também apura se houve ameaça ou coação no curso do processo contra um porteiro de um condomínio na Praia Brava, envolvendo familiares dos adolescentes investigados. O MP quer detalhar se esses supostos crimes possuem relação direta com a agressão ao animal.
Tecnologia e Mil Horas de Vídeo Para identificar o suspeito, a Polícia Civil utilizou tecnologia de ponta e analisou mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança, além de ouvir 24 testemunhas. Embora não haja vídeo do momento exato do ataque, a perícia nas roupas e no horário de saída do jovem do condomínio sustentam a acusação.