28/05/2026 | 18:51 | ASCOM | SICOS
SC lidera ranking nacional com mais de 250 pequenas hidrelétricas e projeta 170 novas usinas
Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Santa Catarina Lidera Ranking Nacional de Pequenas Hidrelétricas

Santa Catarina é o estado brasileiro com o maior número de hidrelétricas de pequeno porte em operação, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ao todo, o território catarinense conta com 255 unidades — entre Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) —, o que representa 22,3% do total do país. Na prática, uma a cada cinco pequenas hidrelétricas do Brasil está em solo catarinense. No ranking nacional, o estado lidera isolado, seguido por Minas Gerais (205) e Mato Grosso (131).

A maior parte dessas estruturas em funcionamento está concentrada nas regiões Oeste (91) e Meio-Oeste (52), que possuem rios muito propícios para a atividade, mas há usinas espalhadas por todas as regiões do estado. Atualmente, as 255 unidades juntas geram cerca de 1 GigaWatt de energia, fatia que corresponde a 20% de toda a capacidade elétrica de Santa Catarina.

Expansão vai dobrar a capacidade energética

O potencial de geração do estado deve mais do que dobrar nos próximos anos. Por meio do programa estadual Energia Boa, que acelera licenças ambientais e atrai investimentos privados para a área rural, Santa Catarina planeja construir 174 novas usinas. A expectativa é que pelo menos 100 delas comecem a ser erguidas até 2027. Quando todo o pacote estiver pronto, a capacidade saltará para 2,5 GigaWatts.

Para dar suporte a esse crescimento, o Governo do Estado e a Celesc anunciaram um investimento de R$ 411 milhões no Planalto Serrano. O montante será usado na construção de três novas subestações e linhas de transmissão que vão permitir conectar as futuras usinas à rede elétrica, garantindo o abastecimento local com energia limpa e de baixo impacto ambiental.

Entenda a diferença

  • CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas): Geram até 5 MegaWatts (MW).

  • PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas): Geram entre 5 MW e 30 MW.

Por serem de menor porte, ambas exigem áreas de alagamento reduzidas — ou até nenhuma barragem —, gerando um impacto social e ambiental muito menor do que as grandes usinas hidrelétricas tradicionais.

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