Santa Catarina é o estado brasileiro com o maior número de hidrelétricas de pequeno porte em operação, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ao todo, o território catarinense conta com 255 unidades — entre Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) —, o que representa 22,3% do total do país. Na prática, uma a cada cinco pequenas hidrelétricas do Brasil está em solo catarinense. No ranking nacional, o estado lidera isolado, seguido por Minas Gerais (205) e Mato Grosso (131).
A maior parte dessas estruturas em funcionamento está concentrada nas regiões Oeste (91) e Meio-Oeste (52), que possuem rios muito propícios para a atividade, mas há usinas espalhadas por todas as regiões do estado. Atualmente, as 255 unidades juntas geram cerca de 1 GigaWatt de energia, fatia que corresponde a 20% de toda a capacidade elétrica de Santa Catarina.
O potencial de geração do estado deve mais do que dobrar nos próximos anos. Por meio do programa estadual Energia Boa, que acelera licenças ambientais e atrai investimentos privados para a área rural, Santa Catarina planeja construir 174 novas usinas. A expectativa é que pelo menos 100 delas comecem a ser erguidas até 2027. Quando todo o pacote estiver pronto, a capacidade saltará para 2,5 GigaWatts.
Para dar suporte a esse crescimento, o Governo do Estado e a Celesc anunciaram um investimento de R$ 411 milhões no Planalto Serrano. O montante será usado na construção de três novas subestações e linhas de transmissão que vão permitir conectar as futuras usinas à rede elétrica, garantindo o abastecimento local com energia limpa e de baixo impacto ambiental.
CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas): Geram até 5 MegaWatts (MW).
PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas): Geram entre 5 MW e 30 MW.
Por serem de menor porte, ambas exigem áreas de alagamento reduzidas — ou até nenhuma barragem —, gerando um impacto social e ambiental muito menor do que as grandes usinas hidrelétricas tradicionais.